É importante distinguir a floresta do complexo de lazer. As informações oficiais para visitantes descrevem cerca de 120 hectares entre o Calhau e o Cohafuma, mas isso não significa 120 hectares de atrações com acesso livre. O complexo público de lazer foi inaugurado em setembro de 2019. Suas praças, pistas e áreas esportivas permitem aproveitar o ambiente sem usar o interior protegido como atalho improvisado.
A paisagem verde também é mais interessante do que uma descrição genérica de mata intocada faria supor. Uma pesquisa botânica descreve um fragmento de floresta amazônica secundária, com clareiras e plantas de diferentes origens. Seus registros históricos incluem o babaçu, Attalea speciosa, e o jatobá, Hymenaea courbaril, nativos, ao lado da mangueira cultivada, Mangifera indica. As coletas são anteriores ao atual complexo de lazer. Por isso, servem como contexto ecológico, não como garantia de encontrar determinada árvore junto às pistas de hoje.
Para uma família, o ponto mais marcante pode ser algo bem menos discreto: a réplica de um Spinosaurus jovem, instalada em julho de 2023. Ela dá às crianças um motivo para parar, observar e fazer perguntas sobre o Maranhão pré-histórico. Trata-se de uma escultura educativa, não de um fóssil descoberto no parque. Leia as informações disponíveis no local, observe pelo lado das barreiras destinado aos visitantes e não suba na peça. Confirme o acesso se ela for o principal motivo da visita.
O borboletário é outra possível parada para aprender. Inaugurado em 2021, foi criado para apresentar o ciclo de vida das borboletas e a conservação ambiental. Seu funcionamento atual não foi confirmado; considere a visita um complemento, caso a equipe informe que está aberto. As borboletas de uma exposição mantida pelo parque são diferentes dos insetos que voam livremente do lado de fora. Em nenhum dos casos se deve manuseá-las, capturá-las ou atraí-las para a mão para tirar fotos. Tenha um guia de campo interativo para este lugar: conheça a natureza com o Snappit.