Criado em 1985, o parque nacional protege cerca de 152 mil hectares. Ele é uma unidade de conservação dentro da região turística muito maior da Chapada Diamantina, e não um único atrativo com portaria. Um bom roteiro costuma começar pela escolha de uma localidade como base, de uma trilha bem definida e de tempo para aproveitar a paisagem, sem uma sequência cansativa de deslocamentos.
A natureza é mais diversa do que a localização no sertão pode sugerir. A vegetação das áreas altas e rochosas, conhecida como campos rupestres, convive com encostas e vales florestados, com influências do Cerrado e da Caatinga. Durante a caminhada, repare nas mudanças de altura, sombra e textura da vegetação. Um afloramento aparentemente pouco vegetado pode abrigar um delicado jardim em miniatura; permaneça na trilha, sem pisar em áreas frágeis para se aproximar das flores.
A Fumaça proporciona uma caminhada de um dia com um cenário impressionante, enquanto o Vale do Pati convida a uma viagem mais lenta, de vários dias. O Pati também é um lugar onde vivem pessoas. Encare a estadia na casa de moradores como uma experiência de hospitalidade, não como uma estrutura do parque com tudo incluído: combine antes as refeições, a roupa de cama, as necessidades alimentares e a forma de pagamento, e peça permissão para fotografar pessoas ou casas.
Para observar a natureza, vale mais ter paciência do que seguir uma lista de espécies. A relação oficial de espécies protegidas pelo parque inclui a onça-pintada, mas essa é uma informação de conservação, não uma promessa realista de avistamento durante as caminhadas. Uma pausa silenciosa para observar aves, examinar uma flor sem colhê-la ou acompanhar as camadas de um paredão pode render a descoberta mais marcante do dia. Explore a área como um especialista: identifique animais e plantas na hora com o Snappit.